Novas verdades revelam velhas mentiras no terceiro dia do julgamento de Junichi e Toru, ativistas japoneses que sofrem processo por denunciarem venda ilegal de carne de baleia. Diretor executivo do Greenpeace Internacional esteve hoje em Brasília em protesto por justiça.
(Leia aqui um histórico do caso)
Ex-funcionário da empresa Kyodo Senpaku, dona do navio de onde a carne foi interceptada, prestou depoimento confirmando que a mercadoria era entregue como ‘souvenir’ a parlamentares japoneses e oficiais da Agência de Pesca do Governo. E o que é pior: os próprios membros do Instituto de Pesquisa de Cetáceos, orgão responsável por regular a pesquisa, levavam para casa grandes quantidades de valiosos cortes da cauda do animal, alegando fins científicos.
Em depoimentos anteriores, a Kyodo Senpaku, começou negando que carne de baleia fosse distribuída pelos funcionários do navio, passou para uma segunda versão, onde apenas as partes ‘menos nobres’ eram presenteadas. Na sessão do dia 8 de março, testemunha assumiu que a tripulação recebia carne de baleias bebês, mais macias e com alto valor de venda no mercado. (Saiba mais sobre a sessão de ontem)

Protesto em Brasília pede justiça para Junichi e Toru @Greenpeace
O ex-funcionário, que prestou depoimento hoje sem identificar nome e rosto temendo represálias, colaborou com a equipe do Greenpeace na investigação. Desde 1990, quando questionou pela primeira vez a empresa por conta do uso ilegal da carne, ele foi transferido para um posto inferior dentro da tripulação.Ele afirmou ainda ter sido coagido pela polícia de Tóquio a negar ter presenciado, ou participado, de contrabando dentro do navio.
O veredicto está previsto para junho. Desde a prisão de Junichi e Toru, em junho de 2008, mais de 250 mil pessoas no mundo já assinaram uma petição online cobrando justiça para os ‘Tokyo Two’.
Assine aqui a petição.