Mar
10
2010
0

Novo diretor do Greenpeace fala sobre planos para o futuro

Kumi Naidoo, diretor do Greenpeace Internacional, esteve no Brasil em visita aos nossos escritórios em Manaus e São Paulo.

Na Amazônia, encantou-se com a beleza das áreas protegidas e criticou duramente a degradação. Comprometeu-se em pensar soluções coesas para os problemas ambientais e a pobreza e, como dever-de-casa, alertou o Brasil para o seu papel de liderança na questão ambiental.

Assista abaixo a uma mensagem de Kumi para nossos colaboradores e junte-se a nós!

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Mar
10
2010
0

Suiça livre de transgênicos; Monsanto admite falha

Derrotas em série para os transgênicos pelo mundo. Pouco tempo depois da Comissão Europeia  aprovar a Amflora, espécie de batata transgênica, governos da Grécia, Áustria, Luxemburgo, Itália, Hungria e França anunciaram publicamente que não vão permitir a nova criatura em seus territórios. Agora, é a vez da Suíça ir além: o país baniu o cultivo de sementes geneticamente modificadas pelos próximos três anos. 
 
Entre os que apóiam a moratória estão os próprios fazendeiros suíços, que parecem ter brilhantemente entendido que o cultivo de transgênico prejudica aos que têm interesse em continuar cultivando sementes convencionais e até mesmo orgânicas, produto que têm alta aceitação no mercado europeu. A decisão é um soco no estômago do presidente da Comissão Europeia José Manuel Barroso, que vem tentando forçar os transgênicos goela abaixo dos países membros.
Ativistas plantam "Livre de Transgênicos" na Suiça @Greenpeace
@Greenpeace

 (Ativistas plantam os dizeres “Livre de Transgênicos” na Suiça)

Por fim, um golpe de misericórdia. Mídia indiana comenta declaração da própria Monsanto, que em caso único em sua história, finalmente admite que sua tecnologia  é falha. A multinacional que monopoliza a tecnologia de modificação genética de sementes, confirmou que a espécie de algodão inserida no país não elimina a necessidade do uso de pesticidas, como o prometido. Insetos e pragas na Índia desenvolveram resistência à semente. A notícia foi comentada pela coordenação de transgênicos do Greenpeace na Índia. (Leia aqui, em inglês).


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Mar
10
2010
5

Rebelo: “Objetivo de reformular o Código Florestal é preservar a natureza”

Relator da Comissão Especial que pretende derrubar o Código Florestal brasileiro, o deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) participou de um bate-papo virtual na manhã desta quarta-feira. A conversa, organizada pelo site da Câmara dos Deputados, durou cerca de duas horas.

Durante os 120 minutos que ficou online, Aldo reclamou da fiscalização dos órgãos ambientais, criticou a atuação do Ministério Público e afirmou que “a regra tem sido a proibição de tudo e a punição de qualquer atividade”. Ele só não contou que, no último ano, apenas 5% do valor das multas que o Ibama soltou por crimes ambientais foi quitado. E que a bagunça fundiária que permanece no Brasil impossibilita a identificação e punição da enorme maioria dos que estão fora da lei.

O deputado também garantiu que as propostas que a comissão está matutando são uma beleza para o meio ambiente. “O principal objetivo da reformulação do Código Florestal é preservar a natureza”, assegurou. Um dos principais pontos da reforma proposta, no entanto, é o da diminuição da reserva legal na Amazônia de 80% para 50%. Ou seja, se a regra vingasse, metade das propriedades poderia ser desmatada.

Para terminar, Aldo minimizou a contribuição do Brasil nas emissões de gases estufa e dissociou o agronegócio das queimadas, duas coisas que andam coladas na Amazônia. “As emissões brasileiras são muito pequenas e as queimadas são as principais atividades responsáveis pelas emissões brasileiras. Não creio que o boi tenha papel de vilão nesse episódio, mas sim a derrubada de florestas e o uso inadequado do solo”. Ah, bom.


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Mar
10
2010
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Ativistas-reús defendem-se: apenas denunciamos um crime

Junichi e Toru tomaram a palavra hoje, na penúltima sessão do julgamento que vem mobilizando a opinião pública mundial. Os esforços da dupla e de seu advogado, Yuichi Kaido, foram por manter a argumentação centrada na questão do contrabando da carne de baleia, e não na discussão  – forjada – sobre roubo e invasão de propriedade, crimes pelos quais os dois ativistas estão sendo processados.

Os dois ativistas, conhecidos como ‘Tokyo Two’, sofrem processo no Japão por terem denunciado esquema ilegal de venda de carne de baleia e corrupção no programa de pesquisa baleeiro financiado com dinheiro público.

(Leia um histórico do caso aqui)

Protesto do Greenpeace pede justiça para Junichi e Toru  @Greenpeace

Protesto do Greenpeace pede justiça para Junichi e Toru @Greenpeace

Pelos argumentos do advogado, assim como os baleeiros carregavam abertamente carne para casa com aparente consentimento das autoridades, o ato de interceptação dos dois ativistas não foi um delito. “Meus clientes não podem ser julgados por terem cometido qualquer ofensa, o que fizeram foi expor um crime ao público de forma transparente em todos os momentos”, alegou Kaido.

Toru Suzuki explicou ao júri a natureza do interesse do Greenpeace no caso e abriu detalhes da investigação. Quando perguntado por que não teria procurado as autoridades antes de interceptar a carga, Toru foi taxativo: não acreditavam que a polícia tomaria providências, a menos que provas incontestáveis fossem apresentadas.

Os ativistas japoneses aguardam em liberdade o desenrolar do caso, que pode render aos dois até dez anos de cadeia. Desde o início do processo, muitas contradições e mentiras do lado da acusação já foram reveladas  Em maio está programada nova sessão e o veredicto está previsto para junho.

Assine aqui petição por justiça para os Tokyo Two.

Veja as últimas notícias sobre o caso:

Sessão de 8 de março: Recheada de Contradições

Dia 9 de março: Novas mentiras expostas


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Mar
09
2010
2

Kumi Naidoo quer lados social e ambiental caminhando juntos

Há três meses rodando os escritórios da organização pelo mundo, o novo diretor-executivo do Greenpeace Internacional, Kumi Naidoo, está agora no Brasil. Foram cinco dias conhecendo o trabalho feito na Amazônia e outros cinco divididos entre Brasília e São Paulo.

Após sobrevoar a floresta e conhecer de perto os rios amazônicos, o sul-africano deslumbrou-se com a beleza natural, mas também teve tempo para conhecer o lado “mau e feio” da região.

Entre um compromisso e outro de sua agenda cheia, ele concedeu uma entrevista ao jornal Valor Econômico. E deixou claro que seus tempos de luta anti-apartheid vão se refletir na direção do GPI: quer um trabalho de parceria com as comunidades. “Temos que diminuir as divergências”, defendeu.

Leia aqui a entrevista completa, reproduzida no site do Instituto Humanitas, da Unisinos.


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Mar
09
2010
9

Mentiras expostas em novo dia de julgamento para Tokyo Two

Novas verdades revelam velhas mentiras no terceiro dia do julgamento de Junichi e Toru, ativistas japoneses que sofrem processo por denunciarem venda ilegal de carne de baleia. Diretor executivo do Greenpeace Internacional esteve hoje em Brasília em protesto por justiça.

(Leia aqui um histórico do caso)  

Ex-funcionário da empresa Kyodo Senpaku, dona do navio de onde a carne foi interceptada, prestou depoimento confirmando que a mercadoria era entregue como ‘souvenir’ a parlamentares japoneses e oficiais da Agência de Pesca do Governo. E o que é pior: os próprios membros do Instituto de Pesquisa de Cetáceos, orgão responsável por regular a pesquisa, levavam para casa grandes quantidades de valiosos cortes da cauda do animal, alegando fins científicos.

Em depoimentos anteriores, a Kyodo Senpaku, começou negando que carne de baleia fosse distribuída pelos funcionários do navio, passou para uma segunda versão, onde apenas as partes ‘menos nobres’ eram presenteadas. Na sessão do dia 8 de março, testemunha assumiu que a tripulação recebia carne de baleias bebês, mais macias e com alto valor de venda no mercado. (Saiba mais sobre a sessão de ontem)

Protesto em Brasília pede justiça para Junichi e Toru @Greenpeace

Protesto em Brasília pede justiça para Junichi e Toru @Greenpeace

O ex-funcionário, que prestou depoimento hoje sem identificar nome e rosto temendo represálias, colaborou com a equipe do Greenpeace na investigação. Desde 1990, quando questionou pela primeira vez a empresa por conta do uso ilegal da carne, ele foi transferido para um posto inferior dentro da tripulação.Ele afirmou ainda ter sido coagido pela polícia de Tóquio a negar ter presenciado, ou participado, de contrabando dentro do navio.

O veredicto está previsto para junho. Desde a prisão de Junichi e Toru, em junho de 2008, mais de 250 mil pessoas no mundo já assinaram uma petição online cobrando justiça para os ‘Tokyo Two’.

Assine aqui a petição.


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Mar
08
2010
6

Caso Junichi e Toru: sessão de hoje recheada de contradições

@Greenpeace

@Greenpeace

Mais uma etapa do vexaminoso julgamento de Junichi Sato e Toru Suzuki, conhecidos como ‘Tokyo Two’, aconteceu hoje na cidade de Aomori, no Japão. Divergência e mudança de versão nos depoimentos de tripulante e empresa de onde foi interceptado o produto do contrabando revela a natureza enganosa do caso.  (Saiba mais sobre a primeira etapa do ano)
 
Em maio de 2008, os dois ativistas japoneses descobriram dinheiro público financiando não apenas a matança de baleias no Santuário de Baleias do Oceano Antártico, mas uma rede ilegal de venda de sua carne. Como prova, interceptaram uma caixa de carne de baleia contrabandeada e entregaram ao Ministério Público japonês. A denúncia rendeu-lhes um processo por roubo e invasão de propriedade que pode custar aos dois dez anos de cadeia, em um processo acusado pela ONU de violar direitos humanos, civis e políticos.

Na sessão de hoje, um dos tripulantes do Nisshin Maru, navio de onde a carga foi interceptada, mudou sua versão sobre a quantidade e o tipo de corte da carne que era dada à população a título de ‘presente’. A Kyodo Senpaku, empresa dona do navio, chegou a afirmar que nenhum pedaço de carne de baleia ia para as mãos da tripulação. Voltando atrás em sua mentira inicial, a empresa disse então que apenas os pedaços ‘menos nobres’ da baleia eram divididos entre os funcionários. A testemunha de hoje, no entanto, contradiz também esta informação, assumindo que recebiam carne de baleias bebês, mais macia e valiosa.

Uma petição online dá a chance a todos assinarem uma carta, com uma mensagem ao governo japonês. Sua assinatura pode garantir um julgamento justo para ambos, pressionando a justiça japonesa a considerar as leis internacionais nesse caso. Pode também forçar o governo japonês a reabrir as investigações sobre a venda ilegal de carne de baleia, paralisadas depois da prisão de Toru e Junichi.

Assine aqui a petição.


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Mar
08
2010
4

Brasil: terceiro maior exportador agrícola

Conforme publicamos dias atrás, os números da produção agropecuária no Brasil andam muito bem, e devem continuar crescendo nos próximos anos. O país, aliás, acaba de deixar Austrália e China para trás, e se tornou o terceiro maior exportador de produtos agrícolas do mundo.

Segundo notícia do jornal Estado de S. Paulo, apenas Estados Unidos e União Europeia superam os agricultores e pecuaristas brasileiros. Dados da Organização Mundial do Comércio (OMC) revelam que, só em 2008, os produtos agropecuários daqui renderam US$ 61,4 bilhões.

O avanço do Brasil no ranking já era esperado, devido aos bons ventos no setor. Até 2000, o país estava em sexto lugar na lista dos que mais exportam. Mas há tempos lidera a venda para fora de produtos como açúcar, carne bovina, café e álcool. Boa parte disso às custas do meio ambiente.


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Postado por Bernardo Camara em: Greenpeace Tags: , , , | 4 Comentários
Mar
08
2010
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MPF continua pressionando Pará por cadeia de pecuária limpa

O Ministério Público Federal continua fechando o cerco à cadeia da pecuária no Pará. Desde 31 de janeiro, os grandes frigoríficos do estado só podem comprar gado de fazendas que tenham o Cadastro Ambiental Rural (CAR). Agora, o órgão distribuiu notificações e convocou outros frigoríficos, açougues, curtumes e supermercados para uma reunião. A ideia é conscientizar cada um a cortar relações comerciais com pecuaristas que insistem em permanecer fora da lei.

No resto da Amazônia, a luta por uma cadeia produtiva limpa também continua. Num compromisso público assumido em 5 de outubro de 2009, os cinco gigantes brasileiros de abate e processamento de carne e couro comprometeram-se com o desmatamento zero. Marfrig, Bertin, JBS-Friboi, Minerva e Frigol assinaram um acordo concordando em não comprar mais gado de fazendas com desmatamentos feitos após essa data. As empresas também firmaram que a partir de 5 de abril vão suspender a compra de fazendas que ainda não fizeram o CAR. Em breve, os frigoríficos vão botar na mesa o que fizeram e o que deixaram de fazer do compromisso.


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Postado por Bernardo Camara em: Greenpeace Tags: , , , | 3 Comentários
Mar
05
2010
5

Agropecuária avança na próxima década

Entre uma queixa e outra contra a legislação ambiental do país, o Ministério da Agricultura aparece com números oficiais mostrando que a produção continua muito bem, obrigado. É isso o que demonstram relatórios divulgados pelo governo nesta quinta-feira.

Segundo os dados oficiais, a produção de grãos e de carnes deve crescer 37% nos próximos dez anos. No Mato Grosso, estado que costumeiramente está no topo das listas de desmatamento, estima-se que o cultivo de soja avance 55,6% no mesmo período. São dez milhões de toneladas a mais do grão e 2,46 milhões de hectares extras. E ainda tem quem fale que o Código Florestal, do jeito que está, inviabiliza o agronegócio no Brasil.


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